19 de janeiro de 2021

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O CHINÊS QUE VENCEU O CÂNCER E A COPA MUNDIAL

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O chinês que venceu o câncer e a Copa Mundial

O chinês que venceu o câncer e a Copa Mundial 2015 é Wu Siu-hong de Hong Kong.

O DIAGNÓSTICO SURPREENDEU

Quando Wu Siu-hong recebeu o diagnóstico médico, que confirmou seus piores temores, seu mundo desmoronou por completo.

O chinês que venceu o câncer e a Copa MundialFaz apenas vinte meses que Wu foi diagnosticado como portador da terrível doença que havia tirado a vida de seu pai precocemente.

Isso mudou os rumos da sua própria vida para sempre, como jogador da elite do boliche de Hong Kong.

“Como eu poderia ter câncer? Eu tinha apenas 29 anos na época.”, lembrou um Wu incrédulo.

Apenas três anos antes, o câncer, um doença implacável e mortal, tinha tirado a vida de seu pai aos 41 anos.

E o mal voltava alguns anos depois para interromper a carreira de um dos melhores e mais brilhantes jogadores de Hong Kong.

Muitas coisas passaram na mente de Wu quando recebeu a confirmação do seu estado clínico.

Será que ele seria curado? Será que algum dia poderia competir novamente? O que seus companheiros de equipe achariam disso?

“Foi um choque enorme”, admitiu Wu. “Minha mente ficou paralisada. Fiquei tão preocupado que não sabia o que fazer. Não consegui dormir direito por dias seguidos.”

“Quando os testes confirmaram que eu tinha câncer testicular, decidi sofrer uma cirurgia logo na semana seguinte, a conselho do meu médico.”

A CIRURGIA

A decisão de se submeter à cirurgia foi uma virada dramática na vida de Wu, que ainda teve que passar por várias sessões de quimioterapia.

Sua doença foi semelhante ao do campeão ciclista Lance Armstrong, que também sofria de câncer testicular antes de seus títulos e conquistas.

Embora Armstrong tenha encerrado sua carreira de forma desonrosa, após admitir que tinha usado drogas para melhorar o desempenho.

Wu, ao contrário, não tem nenhum registro de drogas em sua carreira, sempre competindo com dignidade e lisura, conquistando muitos títulos e medalhas.

A SUPERAÇÃO

“O câncer”, pensou ele, “seria mais um obstáculo como qualquer outro”. Antes, porém, ele tinha que ficar saudável novamente, para poder competir em alto nível.

“Eu estava muito preocupado antes da cirurgia.”

“Meu médico falou que eram pequenas as chances de evolução da doença porque o câncer estava na primeira fase.”

“No entanto, ficar no hospital com outros pacientes cancerosos, compartilhar do sofrimento deles, foi uma experiência horrível.”

“O período da quimioterapia foi muito doloroso. Tinham agulhas presas em mim e não podia me mover por alguns dias.”

“Depois de passar por tudo isso e sobreviver a esta doença, aprendi que todos nós devemos valorizar nossas vidas”.

Após o tratamento, ele foi retomando a sua vida normal… e voltou a fazer o que sabia fazer como ninguém: strikes!

“O tratamento foi um grande sucesso. Meu cabelo nem chegou a cair, eu só tinha um pouco de vômito e minha contagem de células brancas foi muito baixa no início.”

“Meu movimentos eram restritos mas, gradualmente, fui melhorando.”

“Nas primeiras partidas mal conseguia atingir a pontuação de 150, mas persisti tenazmente nos treinos.”

“Não revelei minha condição física para a minha equipe e treinador até depois dos Jogos Asiáticos (2014).”

“Guardei segredo porque não queria que se preocupassem comigo e não queria, também, afetar o moral da equipe.”

A VITÓRIA NA COPA MUNDIAL

Sua experiência com a doença tornou-o mais forte e agora ele está feliz que tenha inspirado muitas pessoas.

Especialmente depois de ganhar a 51.ª QubicaAMF Copa Mundial de Boliche, na semana passada em Las Vegas.

Wu tornou-se o primeiro jogador de Hong Kong a conquistar o título de maior prestígio no boliche mundial.

“Comparado com o que outras pessoas passaram, o que passei nem foi tão ruim assim.”

“Quando meu pai foi diagnosticado com câncer, ele viveu apenas mais três ou quatro anos. Eu sou igual a ele. Sou um lutador”, concluiu.

“A vida é tão imprevisível que realmente quero compartilhar minha experiência com as crianças e todas as outras pessoas.”

“Elas precisam saber que devem valorizar a vida, sempre. Apesar de tudo, sou um sortudo.”

A estrela de Hong Kong derrotou o sul-africano Francois Louw por 2 a 0 na melhor-de-três das finais em Las Vegas, na última quinta-feira.

“Confesso que não pensava no título da #51BWC, pois meu objetivo era terminar entre os oito melhores, pois antes minha melhor posição havia sido a nona.”

“Passei por altos e baixos, mas graças aos meus treinadores Mike Seymour e Bill Hoffman, fui capaz de melhorar minha estratégia e atingir o melhor desempenho. “

O treinador Hoffman sempre confiou no potencial de campeão Wu, principalmente depois de observar os anos de dedicação e consistência do jovem vitorioso.

“É uma história incrível, porque há alguns meses atrás, perguntei por que ele ainda queria jogar boliche e ele me disse que queria ser campeão do mundo.”

“As pessoas geralmente desejam grandes conquistas, mas poucas pessoas têm o talento pra isso, como Wu tem.” constatou Hoffman, ele mesmo um campeão da Copa do Mundo em 2007.

Esse artigo foi originalmente publicado na edição impressa do South China Morning.

COPA MUNDIAL 2015

A 51.ª edição do maior evento internacional de Boliche está sendo realizada no Sam´s Town Hotel and Gambling Hall, em Las Vegas, Nevada, Estados Unidos.

No total serão 156 jogadores de 88 países, 86 homens e 70 mulheres, disputando o título mundial.

Dois países enviaram somente as representantes femininas (Colômbia e Martinica).

Dezoito países serão representados apenas por homens (Arábia Saudita, China, Eritreia, Etiópia, Guiana Francesa, Gibraltar, Grécia, Guam, Índia, Indonésia, Iraque, Kosovo, Letônia, Líbia, Macedônia, Qatar, Tailândia e Usbequistão).

A COPA MUNDIAL EM LAS VEGAS PELA SEGUNDA VEZ

A 51.ª edição deste grande torneio internacional de boliche acontece pela segunda na fabulosa cidade de Las Vegas, Nevada nos Estados Unidos.

A primeira edição aconteceu em 1999 e também foi disputada no mesmo Centro de Boliche, o Sam’s Town Cassino,
Hotel e Boliche.

Em 1999 os representantes brasileiros foram Lúcia Vieira e Walter Costa.

Começou a Copa Mundial

COPA MUNDIAL DE BOLICHE QUBICAAMF

QubicaAMF Worldwide é a fundadora, organizadora e principal patrocinadora da
Copa Mundial de Boliche (QubicaAMF Bowling World Cup).

Informações sobre o QubicaAMF Bowling World Cup, incluindo arquivos e boletins estão no site www.qubicaamf.com

QubicaAMF Worldwide é uma das maiores empresas de boliche no mundo,
com sede mundial em Richmond, no Estado de Virginia (EUA) e sede européia em Bolonha, Itália.

O MAIOR EVENTO ESPORTIVO DO MUNDO

A Copa Mundial de Boliche QubicaAMF é o maior evento esportivo mundial do ano,
em termos de número de países participantes.

A ideia surgiu no departamento marketing da, então, empresa AMF,  que sugeriu e incentivou a organização de um evento de Boliche que tivesse a participação de jogadores de vários países.

Então foi criada a International Masters Championship, cuja primeira edição aconteceu em Dublin, Irlanda do Norte, no ano de 1965.

O nome foi alterado para AMF World Cup em 1969.

Teve nova alteração para QubicaAMF Bowling World Cup em 2005,
com a associação da Qubica à AMF, permanecendo com essa denominação até hoje.

Individualmente o maior vencedor é o canhoto filipino Paeng Nepomuceno
que ganhou em 1976, 1980, 1992 e 1996.

Paeng também é o jogador que fez mais finais até hoje: 9 vezes.

Suas conquistas estão registradas no Guinness – Livro dos Recordes Mundiais.

O primeiro 300 masculino foi em 1994, em Hermosillo (México)
e o segundo em 1995 em São Paulo (Brasil), ambos feitos pelo canadense Jack Guay.

O primeiro 300 feminino aconteceu em 1997 (Cairo, Egito) com a malaia Shalin Zulkifli.

Conheça abaixo os campeões de todas edições e como foram os brasileiros na Copa Mundial de Boliche:

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