QUEM SERIA OLÍMPICO, SE JÁ NÃO FOSSE?

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Updated: fevereiro 22, 2019

Quem seria olímpico, se já não fossem, o Hipismo, Golfe, Tiro e Vela?

Esses esportes se enquadrariam nos atuais critérios de inclusão do Comitê Olímpico? Dificilmente.

A decisão contrária à inclusão do Boliche nos Jogos Olímpicos, nesta semana, foi especialmente triste porque esperava-se o anúncio para daqui a um mês.

Tal qual outro esporte centenário, o beisebol, o Boliche continuará na fila de candidatos olímpicos.

Talvez, quem sabe, em 2028, em Los Angeles.

Após as duas últimas decisões do Comitê Olímpico, em 2016 e agora, ficou evidente o critério para escolha dos novos esportes olímpicos.

Em outras palavras, depende de um único fator: ser atraente aos jovens.

Porém, o que parece é somente no intuito de ampliar os espectadores dos 18 aos 49 anos.

É notório que os Jogos Olímpicos são o maior evento esportivo do mundo, porém, ainda assim, têm dificuldades em atrair a platéia jovem.

A média de idade dos espectadores da Rio 2012 foi de 52+, 6% acima dos 49+ de Londres e 15% superior à média de Sydney em 2000 (45+).

O papo reto e direto do COI para o Boliche é que os Jogos Olímpicos querem esportes com espectadores mais jovens.

Principalmente porque é esse o público alvo dos anunciantes, dos patrocinadores e das redes de televisão.

E são essas entidades que despejam bilhões de dólares em cada edição dos Jogos Olímpicos.

E o Boliche Olímpico?

Atualmente, o que mais inflama um debate num grupo de boliche, é falar sobre a nova bola à venda, ou qual será o condicionamento das pistas no próximo campeonato.

Ainda poderia acrescentar aos temas quentes do mundinho do Boliche, a preocupação egoísta em ser convocado para o próximo evento internacional.

Qual deveria ser a maior preocupação daqueles envolvidos com o boliche?

Em princípio, considerando as atitudes do COI, supõe-se que bastaria ao Boliche ser jovem e descolado.

Dessa forma teria mais chances de ser aceito como uma modalidade olímpica.

Portanto, ter jogadores exóticos, célebres e super talentosos que atraiam a atenção da mídia tornaria o boliche jovem e descolado? Não.

Aumentar o número de campeonatos juvenis e de estudantes tornaria o boliche jovem e descolado? Não.

Tem como fazer o Boliche se igualar às outras modalidades esportivas, recentemente aceitas* pelo comitê olímpico? Não.

* Surfe, Breakdance, Escalada Esportiva e Skate

Seria bom para o esporte Boliche ser uma modalidade olímpica?
Sim, sem dúvida alguma!

Decerto, os investimentos governamentais e dos patrocinadores aumentariam exponencialmente, caso o Boliche se tornasse olímpico.

Concluindo, imagine se o Hipismo, o Golfe, o Tiro e a Vela tivessem que se tornar atraentes aos jovens e descolados para serem olímpicos?

Então, quando o Boliche será olímpico?

Quando os dirigentes do COI valorizarem a equidade competitiva de gênero e ampla participação mundial dos praticantes da modalidade.

Quando levarem em consideração a acessibilidade competitiva e a inclusão de todos os tipos físicos e faixa etária dos jogadores.

Os comitês olímpicos estão submissos aos parâmetros determinados pelos seus financiadores.

As redes de televisão e os patrocinadores focam, essencialmente, na participação juvenil, assim o Boliche continuará fora dos arcos olímpicos.

Esses cinco famosos arcos foram concebidos em 1913 pelo Barão Pierre de Coubertin, o fundador dos Jogos Olímpicos modernos.

Sobre a bandeira olímpica, Coubertin discursou em 1931:
“Ela é composta, principalmente, por um fundo branco, com cinco anéis entrelaçados no centro, nas cores amarelo, azul, preto, verde e vermelho.”

E continuou: “Este desenho é simbólico a fim de representar os cinco continentes habitados do mundo, unidos pelo Olimpismo”.

“As seis cores, além disso, são aquelas que aparecem em todas as bandeiras nacionais até o presente momento”.

Quanto ao Boliche, continuará presente e ativo em quase todos os países do mundo e, certamente nos cinco continentes habitados do Planeta, representados na bandeira olímpica.

Vamos continuar nos preparando para essa ascensão meritória, ainda que mais uma vez adiada.

Comentário

  1. Bene Villa

    1 de março de 2019 at 19:54

    Show Bira!!! 1abrazo!

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