CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA: 25 ANOS

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Updated: dezembro 19, 2018

Fundada em 1.° de dezembro de 1993, a Confederação Boliche Brasil surgiu com o desmembramento da modalidade da Confederação Brasileira de Desportos Terrestres.

Chegou a reunir quatorze federações estaduais e representa mais de mil atletas no país.

O Boliche é uma atividade física democrática e divertida, que a maioria das pessoas já praticou pelo menos uma vez na vida, mesmo que tenha sido só por lazer.

Pessoas de qualquer idade, peso e altura pode arremessar uma bola sobre uma pista para tentar atingir os dez pinos e, quem sabe, derrubar todos de uma só vez e fazer um strike.

Existe, também, praticantes do esporte Boliche, que exige do atleta grande precisão, estratégia, concentração, equilíbrio, técnica e muito, muito treino.

Para unir quem joga esportivamente e incentivar a prática em todos os níveis, foi criada a Confederação Brasileira de Boliche (anteriormente denominada CBBOL).

Boliche Brasil (CBBOL)

A entidade máxima do esporte Boliche reúne as federações da Bahia, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A Boliche Brasil é responsável pela organização dos eventos nacionais e também por ações de fortalecimento do esporte.

É a entidade que regulamenta a prática do boliche no território brasileiro e é reconhecida e vinculada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Este ano do vigésimo quinto ano de fundação foi marcado por muitas medalhas e conquistas.

Em 2018, a jogadora paulista Stephanie Martins, foi campeã Pan-Americana e bateu o recorde da modalidade com pontos superiores ao recorde da categoria masculina.

Stephanie Martins

“Fui jogar com o objetivo de estar entre as dezesseis melhores mulheres na classificação final, como preparação para os Jogos de 2019. Só soube do recorde quando acabei a última linha daquele dia. Foi surreal.” Declarou Stephanie.

Ela começou a jogar aos 8 anos, apenas como diversão. Aos 12 já disputava o circuito nacional e aos 15 participou do primeiro internacional.

Com 24 anos tornou-se jogadora profissional nos Estados Unidos e a brasileira segue se aperfeiçoando com cursos técnicos e o apoio da Confederação Boliche Brasil.

Para fechar 2018, o atleta Marcelo Suartz, paulista que vive atualmente no Rio de Janeiro, ficou entre os dez primeiros em campeonato mundial realizado em Las Vegas, que reuniu 149 atletas, de 83 países.

Marcelo Suartz foi medalha de Ouro no Pan de 2015

“Estou me empenhando muito e trabalhando minha mente para que no ano que vem eu esteja mais preparado para o Pan-Americano e ganhe um campeonato mundial pro Brasil”.

Marcelo fala sobre a evolução do esporte graças à dedicação da CBBOL: “Estamos no caminho certo. Esta gestão é, sem dúvida, a que mais avançou, principalmente na estruturação de dados, no planejamento e na organização financeira da entidade. Agora nosso grande desafio é entrar nas Olímpiadas de 2024”.

Ao longo destes 25 anos os atletas brasileiros trouxeram medalhas sul-americanas na divisão adulta e na divisão juvenil e também conquistaram várias pan-americanas.

O Brasil sediou o Campeonato Pan-Americano deste ano e as duplas brasileiras terminaram com a prata no masculino e o bronze no feminino.

Além disso, o mineiro Bruno Costa também subiu ao pódio para receber o bronze no individual.

Para o presidente da Confederação Boliche Brasil, Guy Igliori, o boliche brasileiro está em ascensão mundial.

“Isso é resultado, principalmente, do afinco dos atletas. A confederação pretende manter este alto nível, contribuindo para o aumento da prática esportiva em todos os níveis, do lazer ao alto rendimento. Além disso, o quanto antes possível, pretendemos instalar no Brasil um centro de treinamento”.

Histórico dos Destaques

Há mais de 200 mil pistas de boliche no mundo, com cerca de 130 milhões de atletas em quase 100 países.

No Brasil, em 2010, havia mais de 2 mil pistas e média de 1 milhão e 200 mil praticantes. Os resultados do país no esporte Boliche estão cada dia mais notáveis.

A modalidade ainda não tem a mesma tradição de países como os Estados Unidos, mas está cada dia mais desenvolvido.

Em 1995, por exemplo, São Paulo foi sede da Copa Mundial AMF, com participação de mais de 50 países.

No ano seguinte, Brasília recebeu o XI Campeonato Sul-Americano de Boliche, com recorde de participação e títulos inéditos para o Brasil.

Em 2007, o Rio de Janeiro foi sede da modalidade Boliche nos Jogos Pan-Americanos.

Fábio Rezende & Rodrigo Hermes

Pela primeira vez na história, o boliche brasileiro ganhou medalha nos Jogos, com Prata para Fábio Rezende (São Paulo) e Rodrigo Hermes (Paraná).

Em 2011, o Brasil conquistou o Bronze no Pan de Guadalajara com o atleta Marcelo Suartz que, em 2015, trouxe o ouro dos Jogos de Toronto.

Marcelo também terminou 2016 na quinta posição no campeonato mundial individual no Catar, firmando boliche brasileiro entre os 10 melhores do mundo.

Próximos passos

Desde o ano passado, a confederação realiza um trabalho de modernização dos estatutos, com foco em governança, transparência, equidade e gestão.

O objetivo é elevar a entidade aos patamares de outras organizações esportivas que são referência mundial.

Para o presidente da Confederação Boliche Brasil, esse processo é necessário e inadiável.

“Nosso foco principal é deixar a entidade dentro de padrões internacionais de governança e transparência com efetiva participação dos atletas nas decisões. O resultado desse esforço será um legado de credibilidade para as futuras gerações do boliche brasileiro”, afirma Igliori.

Para 2019, já estão previstos cerca de vinte campeonatos, sendo seis internacionais (um deles no Brasil), mas a expectativa é a realização de pelo menos sessenta eventos.

Acompanhe os eventos na seção AGENDA.

FONTE DESTA MATÉRIA: Boliche Brasil

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