DEBATE SOBRE CONDICIONAMENTO DAS PISTAS DE BOLICHE

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Updated: dezembro 23, 2011

 Publiquei na página BOLICHE… AR BOWLING no Facebook dois vídeos (abaixo) de uma campanha da fábrica Hammer, questionando que os condicionamento “fáceis” teria contribuído para a decadência do boliche nos Estados Unidos. O conteúdo desses vídeos deu origem a um debate sobre o condicionamento das pistas com o atleta mineiro Décio Abreu, proprietário do Boliche Del Rey, o qual compartilho e abro com os demais visitantes para opinarem também.

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…e aí Décio Abreu, será que estamos errados ao defender condicionamento mais fácil para a maioria dos federados?

aBIRAços

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Bira

Claro que esse ponto de vista é dos pros, não me admira. E é basicamente o ponto de vista da Hammer, que vive de vender bolas.

O Bill O’Neill foi ridículo no seu comentário, defendendo que as condições sejam mais difíceis porque ele se sente desvalorizado, porque tem gente que acredita que joga melhor do que ele, porque consegue altas médias em pistas bloqueadas.

Não tive tempo de ver e ouvir tudo, mas a discussão é a mesma: os entrevistados são elitistas, creio que a pesquisa deveria também ouvir os jogadores de liga.

E estes caras estão falando de pistas bloqueadas mesmo, não de condições fáceis ou não tão difíceis. Para a nossa realidade, defendo condições menos complicadas e um só pattern em taças por vários motivos. Excesso de peso no avião, mais alegria de jogar boliche. Não defendo pistas bloqueadaças. E dois patterns bem feitos nos brasileiros. E combate ao jogo lento, que torna os eventos muito boring.

Outra coisa que já falei: aqui no Brasil não sei o que acontece, se não sabem dosar o detergente ou regular as máquinas, o fato é que o pattern aqui é sempre 10 ou 15 pinos de média abaixo do mesmo pattern no exterior.

Para mim, as bolas reativas nivelaram o esporte por baixo. O Amleto Monacelli, eleito por duas vezes “pro do ano”, teve que reaprender a jogar depois das reativas. Eu mesmo, que fiquei 5 anos com o braço contundido, de 90 a 95, levei 2 anos para voltar a ser competitivo porque, quando parei, a bola top era a Cobra AMF de uretano, e, quando voltei, já estava na 3a geração das reativas. Estas bolas dão poder a qualquer um, elas sim, na minha opinião, são as responsáveis pela falta de interesse no esporte, que teve que ser dificultado a extremos para diferenciar os jogadores. Mas isto vem gerando desinteresse nos novos e jogadores médios, maioria absoluta dos praticantes.

Inventando bolas cada vez mais poderosas, a indústria vai matando a galinha dos ovos de ouro, pois bolas poderosas levam a patterns mais difíceis que desestimulam a grande maioria, que deixa o esporte e não compra mais bolas. Para mim, óbvio. Não entendo porque um executivo destas fábricas não percebe esta rota de colisão com a falência do esporte.

Como a FIQ e USBC não vão peitar a indústria que patrocina o esporte, não vão proibir as reativas. Fico então com o Petraglia, o peso das bolas deveria ser reduzido, segundo ele limitar a 12 libras, ou aumentar o peso dos pinos para anular o poder das reativas e o talento voltar a prevalecer.

Podemos ficar ouvindo todo o staff das fábricas, os pros, os elitistas, etc, durante horas e todos serão contra facilitar o jogo. Não me surpreende. Veja, eles falam de pistas que propiciam 230 de média para jogadores que nem treinam, não é o que defendo.

Eu defendo que tenhamos escores mais reais, o brasileiro de seleções e o brasileiro individual dos dois primeiros dias não refletem nossa realidade. Estamos pecando por excesso de rigor. Nem tanto ao mar como os bloqueios dos EUA, nem tanto à terra como nossas condições que reduzem bons jogadores a pangarés.

Um abraço,

Décio

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Décio

Provoquei você porque sei que você sabe muito mais que a imensa
maioria sobre esse assunto. E, novamente, concordo com sua explanação,
do princípio ao fim. Também percebi o mesmo ta-ti-bi-ta-ti do Bill nas palavras dos top (????) brasileiros…

Coincidência ou não, se você entrar no site www.savebowling.com e se
inscrever na “campanha” ganha um desconto de 10% na compra de…
produtos HAMMER… rs

Prá mim, a decadência do boliche nos EUA (e em algumas outras partes
do mundo) é explicada como se explica uma queda de avião, ou seja,
nunca é UM só fator, mas a coincidência fatal de uma SÉRIE de fatores
determinantes.

A indústria do “lazer de rua” sofreu um abalo muito grande com a
popularização da internet, das redes sociais virtuais e dos games de
computador. É muito mais barato você ficar em casa, diante de um
monitor e um teclado.

Hoje em dia quase não se fala mais em ir a um circo ou um parquinho de
diversões.

A facilidade para se baixar uma música na internet (as gravadoras
estão em rápido processo de extinção) ou um filme (quem diria que a
gigante BlockBuster iria falir?) tem deixado nossos jovens mais
“presos” a uma tela de LCD, seja num notebook ou num smartphone.

São os novos tempos… e o bowling precisa fazer uma simbiose com a
internet para sobreviver (muito mais streaming online que transmissões
pela TV)… algo nos moldes que fez a Kodak quando percebeu que o
grande filão de venda e revelação de filmes fotográficos estava
exaurido…

É um papo com finalidade… mas, sem fim… rs

aBIRAços

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Valeu, Bira, também concordo com você. E, se está difícil tirar os jovens do computador e mundo virtual para algo real, este algo real tem que valer a pena. Ser agradável. Ainda mais se tivermos que pagar por isto, como é o caso do boliche.

Fico com a minha visão sobre o boliche esporte e o boliche negócio, afinal, o boliche em geral está decaindo enquanto que a nossa empresa está crescendo. Não sou dono da razão, mas não posso estar de todo errado.

Um abraço,

Décio

62 Comentários

  1. Marcio Menezes

    23 de dezembro de 2011 at 16:38

    Bira e Décio, bom voltar a ver debate em alto nível por aqui. O que é dolorido nisso tudo é lembrar que esse impasse, cuja discussão ganha cada vez mais força, certamente nos afasta ainda mais do sonho olímpico. No mais, acho que o Décio foi preciso em seu comentário. Um abraço do pão de forma da Bahia

    • Bira Teodoro

      23 de dezembro de 2011 at 17:31

      A saída olímpica é a opção que o USBC fez pelo boliche intercolegial, com disputas entre times ao invés das individuais, deixando para os eventos exclusivos do esporte Boliche as competições individuais, duplas, trios, etc. O formato da Copa do Mundo Qubica AMF é ótimo para disputas entre países e atletas, mas não seria apropriada para uma Olimpíada.

  2. Charles Robini

    23 de dezembro de 2011 at 19:57

    Todos,
    É impressionante como alguns não mudam o TOM da conversa. Agora o Bill é ridículo, isso é BRINCADEIRA.
    Eu acho que ele tem toda razão, o cara se esforça, treina igual louco, ESTUDA SOBRE MATERIAL e CONDICIONAMENTOS para chegar a um torneio e um cara que joga 3 vezes por semana e ganhar dele. Isso não é uma maneira elitista, ISSO SE CHAMA ESPORTE. No Esporte ser bom é SUPERAR SEUS PRÓPRIOS LIMITES. São essas coisas que tiram as crianças da frente do computador. Décio e Bira, vocês não entendem o porquê as CRIANÇAS FICAM 10 horas na frente de um LCD.
    Eu vou explicar porque eu já fiz isso há uns 10 anos atrás, os jogos da internet apresentam DESAFIOS. Na internet vai sempre ter alguém MELHOR que você e então você fica 10 horas porque você quer ser MELHOR que o seu adversário, mas no boliche é o contrário. Vocês não perceberam que vocês estão no caminho errado, uma criança que vai ao boliche e faz 200 de média não se sente desafiada como se sente no computador e assim ela acaba desistindo do esporte.

    • Bira Teodoro

      23 de dezembro de 2011 at 21:34

      Charles

      Se o seu raciocínio fosse aplicado na realidade, os (poucos) novatos brasileiros se sentiriam os mais desafiados do mundo, porque conseguir 180 / 190 de média na maioria dos nossos campeonatos é um baita desafio. Na sua própria explanação você se contradiz ao constatar que “o desafio é você querer se melhor que o seu adversário”. E o que isso tem a ver com médias altas? Se o seu adversário faz 225 de média o seu desafio é fazer 230, né? Se ele faz 230, o seu desafio passa a ser 235… e assim vai… Qual o desafio (estímulo) em você fazer 160 e seu adversário 155?

      As finais da Copa do Mundo lá na África do Sul foram as mais emocionantes dos últimos tempos. E não foram sob condicionamento “difícil”, muito ao contrário, o pessoal da QubicaAMF quer ver é 300 todo dia. Porém TODAS as disputas melhor-de-três tiveram TRÊS partidas. E você viu a pontuação?

      O Bill quer ser melhor que os outros fora da pista e não dentro dela (já ouviu falar em “apagar a luz do vizinho pra sua brilhar mais”?), ele tá reclamando como alguns pilotos da F1 reclamam quando outra equipe surge com alguma novidade, desconhecida prá quem fica atrás. Puro nhém-nhém-nhém.

      Esse seu papo e o do Bill estão dissociados da realidade dos praticantes (eventuais ou não) do Boliche. Já contei isso aqui uma vez, você nunca deve ter observado o público (exceto os ligados às federações), veja que eles dão uma olhada num saque, se o jogador não faz strikes, logo procuram acompanhar outro. E quando um participante começa a fazer strike, logo o público se acumula atrás da pista dele. Pergunte ao Marcelo Suartz como foi lá na Rússia.

  3. Charles Robini

    23 de dezembro de 2011 at 23:17

    Bira,
    Respeito sua opinião, mas não sei se você entende do alto rendimento. A copa AMF é um campeonato tradiciona, mas totalmente IRREAL, vou te mostrar o motivo. Depois que os two-handers começaram a jogar praticamente ficou muito dificíl para os seus adversários porque a quantidade de strike é ABSURDA NESSES TIPOS DE TORNEIOS COMO AMF, se você não sabe estavam querendo fazer uma nova medição de pesagem para esse estilo pelo IMPACTO da bola. O problema Bira é que você analisa o ESPORTE como espetáculo. No Futebol, Volei, Tennis e todos os esportes o que as pessoas querem é vencer, o placar pouco importa, O QUE VALE É A VITÓRIA DIANTE AS DIFICULDADES ENCONTRADAS.
    Eu particularmente nem vou perguntar para ele porque não considero esse campeonato como parâmetro, MAS PODE TER CERTEZA QUE VOU PERGUNTAR COMO FOI O PAN-AMERICANO E QUAL A PREPARAÇÃO DELE, porque ele VENCEU COM AS DIFICULDADES DO ESPORTE.

    Bira não tenho nada contra a sua pessoa, não vamos levar para o lado pessoal.

    • Bira Teodoro

      23 de dezembro de 2011 at 23:30

      Em nenhum momento levei isso pro lado pessoal, e espero o mesmo de você. Sobre você perguntar pro Marcelo na Rússia, não era referente à alto rendimento ou condicionamento das pistas, ou a preparação pessoal dele, mas sim sobre o comportamento do público assistente, porque depois que ele começou a enfileirar strikes, um grupo dos que estava na platéia passou a seguir as mudanças de pista e acompanhá-lo em cada partida. Não foi por acaso que um árabe que estava na platéia conseguiu filmar o míssil que ele mandou pro alto ao quebrar o switcher dele. Estou me referindo ao INTERESSE que altas partidas despertam nos que ASSISTEM uma partida de boliche.

      Você está focado apenas num ponto (alto rendimento/top all events) e o debate é sobre AUMENTO DE PRATICANTES DE BOLICHE e, consequentemente, de FILIADOS. Nos Estados Unidos a redução dos jogadores de liga foi brutal, na ordem dos milhões. Eram uns 7 milhões e agora estão com cerca de 4 milhões. Ainda é um número fabuloso de “federados”, ainda mais se considerarmos que cada contribui em média com 1 dólar para a USBC, porém a queda é contínua e crescente.

      E o que dizer dos nossos menos de 500 (QUINHENTOS) federados?

      Tenho que ser repetitivo: não há como se pensar como será o telhado de uma casa que nem tem paredes.

      Nem vou falar do seu equívoco em classificar o maior evento mundial do boliche, próximo de comemorar 50 anos, de “IRREAL”, porque daqui a pouco vão chamá-lo de clandestino, como já o fizeram.

  4. Décio Abreu

    24 de dezembro de 2011 at 10:14

    Bira,
    As agressões continuam e não vou seguir. Ouvir com atenção quem pensa diferente é uma forma de aprender ou, no mínimo, firmar opiniões
    . Para debater com produtividade, temos que nos ater ao tema (trajetória do boliche) e analisar o que causou esta atual tendência de queda. E pensar porque um dia cresceu chegou a 7 milhões nos EUA. Vamos retomar o crescimento, não é esta a proposta? Porque atraiu tanta gente? Este número propicia ser a melhor seleção do mundo? ter verbas? Se a resposta for sim, vamos pensar maduramente no assunto e não com vaidade como o Bill. Ele deveria ser a voz do bom senso, e não da vaidade, afinal é o meio de vida dele que está em jogo.
    Assim como o boliche esporte por aqui que está em dias agonizantes. Por que será que os eventos como Taça BH (com o Cosmic em 2 turnos) recusavam inscrições e hoje cabem em apenas 1 turno do Del Rey?
    Enquanto a visão de um só lado (os novos não sabem do que falo, do antes das reativas, do crescimento e alto interêsse) prevalecer, não saberemos como corrigir esta rota de colisão que vivemos.
    Um abraço, Bitoca, vc é muito querido. Mais uma vez me perdoe.
    Abs a todos.

  5. Charles Robini

    24 de dezembro de 2011 at 11:41

    Bira,
    Essa diminuição nos EUA de acordo com as minhas viagens quase que anualmente aos EUA, em que estive em diversos boliches acontecem por dois motivos. O primeiro é a crise economica, a classe média do país está quebrada e o boliche é um bem luxo e CARO cavernas hahahaha!!O boliche hoje tem que ser mais moderno com até par ao americanos jogarem. O segundo motivo é que 90% das casas de boliche nos EUA não se atualizaram, estão no mesmo formato desde que abriram, elas precisam de inovações como telões, um bom atendimento, games e outros, ou seja, as casa precisam se atualizar.
    No Brasil o momento é outro. O Esporte esta cada vez menor porque as pessoas se cansam das federações e confederação.
    Bira eu vou te fazer uma pergunta, todos os anos existe a eliminatória amf que é disputada em um óleo extremamente facíl. Segundo o seu pensamento era de se esperar um aumento considerável de atleta, mas isso não acontece neh.
    Federação paulista é uma baba, se você joga a bola na pista errada é perigoso você acertar o pocket na pista certa hahahaha. Bom me mostra a evolução da federação, na verdade ela está acabando, não existem MAIS JUVENIS e a seleção é muito fraca. Então eu peço que você me de exemplos dessa sua teoria porque não encontrei.Eu quero exemplos no Brasil.
    Para finalizar, quando eu jogava juvenil e na época tinham uns 30 atletas que jogavam pelo menos uns 4 campeonatos, TODOS SEM EXCEÇÃO BRIGAVAM NAS PISTAS PORQUE QUERIAM REPRESENTAR O PAÍS . Hoje você nem encontra mais juvenis e detalhe quanto tem a chance de incentivar a CBBOL prefere deixar o dinheiro em caixa.

    • Bira Teodoro

      26 de dezembro de 2011 at 11:18

      Charles
      Bom saber que você concorda que condicionamento das pistas não tem nada a ver com crise de filiados. O mesmo se aplica à Copa Qubica AMF que é um evento comercial e particular e não entra nessa dança em volta da fogueira das vaidades.

  6. Charles Robini

    24 de dezembro de 2011 at 11:43

    Bira
    Poxa no note as vezes você está escrevendo e ele muda de linha e eu nem percebo hahaha.. tem alguns erros de andamento da conversa por isso

  7. Décio Abreu

    24 de dezembro de 2011 at 14:40

    Não saiu meu comentário, deve ser pq muda de linha: acho incrível a hipocrisia da Hammer e das fábricas de bolas. Há anos trabalham para facilitar o jogo, criar jogadores artificialmente, altos escores vendendo bolas que jogam sozinhas, com uretano reativo, miolos assimétricos, aumentar o flare, etc. Conseguiram. Mandar o 5 no 7 era para poucos, hoje qq um faz. E agora, depois de facilitarem ao extremo o jogo, as fábricas e seu staff defendem dificultá-lo no condicionamento. Mas continuam lançando bolas com o marketing de que elas vão aumentar sua média. Vá entender.
    E na internet, o sucesso é o facebook, que não apresenta desafios, só diversão, interação, amizade e alegria.
    Para quem quer saber, veja o filme “um homem de família”, com Nicolas Cage, para saber que o boliche é esporte de proletários, periferia. Inclusive discriminado pela classe média alta e ricos. Nos EUA, é esporte de classe média baixa, de baixo nível cultural. Infelizmente.
    Abs.

  8. Décio Abreu

    24 de dezembro de 2011 at 14:46

    E, se ir aos EUA representa algo, vou 5 vezes por ano. Então sou conhecedor de boliche? O que tem a ver?
    Fui mesmo. Difícil continuar a ler e ter que ouvir que ganhar a Copa AMF não tem valor.

  9. Charles Robini

    25 de dezembro de 2011 at 11:57

    Bom tem pessoas que tem dificuldade mesmo para entender as coisas. As bolas da Hammer e de outras marcas não são para colocar o pino 5 no 7, são bolas feitas para um tipo específico de condicionamento. O que essas fábricas tentam criar é um meio para que as dificuldades em certos condicionamentos diminuam, logo quanto mais condicionamentos, mais bolas eles irão fazer e mais bolas eles irão vender, olha que pessoal inteligente, MAS TEM ALGUNS QUE TEM DIFICULDADE DE VER ISSO HAHAHAHA.
    Segundo ponto, vocês comentam da queda de praticantes nos EUA e não querem falar de economia e da situação das casas?? Como você analisa então? vendo filme do Nicolas Cage? hahahahahaha Que piada!!

  10. Odenis Oliveira

    25 de dezembro de 2011 at 12:28

    Gostaria de deixar uma opinão. Acho que o crescimento ou a queda do boliche é uma coisa muito mais abrangente do que tipo de condição de pista fácil ou não. Até porque um campeonato não é jogado em uma única partida e o cara que é, ou que se julga, mais preparado certamente deveria chegar à frente do que treina menos. Ou será que um jogador menos preparado vai, na base da sorte, pontuar ao longo de 30 partidas mais que um outro mais bem treinado?
    Tenho no meu escritório uns poucos troféus e quando algum cliente os vê me pergunta que esporte pratico, eu respondo boliche. Aí vem as perguntas: -E boliche tem campeonato? -Onde você joga? (em Salvador há muitos anos só tem um boliche).
    A grande maioria diz que gosta de boliche, principalmente as crianças, mas ninguém sabe que existe campeonato. Não existe nada que divulgue o esporte, a não ser uma ou outra reportagem fortuita. Nem o site da CBBol tem o resultado do último campeonato Brasileiro.
    Como querer mais atletas assim? Somos alguns gatos pingados nessa imensidão de país que praticamos boliche por amor, porque um dia, por acaso, alguém chegou perto de nós e nos introduziu no esporte. Ou seja, teve a ação de alguém para nos apresentar o boliche como esporte e não só como uma opção de lazer para encontrar os amigos.

    • Bira Teodoro

      27 de dezembro de 2011 at 13:02

      Odenis
      Qual o resultado de 2011 que você não encontrou no site da CBBOL?
      Bira

      • Odenis Oliveira

        27 de dezembro de 2011 at 16:47

        O Brasileiro de seleções.
        Encontrei aqui no Boliche.com, mas não no da CBBol. Também o ranking após o Brasileiro.
        Eu acho que o seu trabalho de divulgação é ótimo, mas como as Federações são subordinadas à Confederação acho que o site oficial da entidade deveria mostrar os resultados tão logo termine um torneio, como fazemos na Bahia. Valorizar as conquistas dos atletas.
        Um abraço.
        Odenis

  11. Leandro Barbosa

    25 de dezembro de 2011 at 19:31

    Pessoal, com toda sinceridade, não creio que o problema da falta de Federados, atletas e praticantes de boliche, esteja ligado a questões de condicionamento ou do tipo de bola utilizada, mas se eu estou procurando informações sobre o esporte e venho até este canal (um dos principais veículos de informação do boliche no Brasil) e encontro este tipo de bate boca, acreditem não é legal para o esporte.
    Não tenho muito conhecimento no esporte, pratico e estudo o boliche a pouco tempo, leva-lo a serio então menos tempo ainda. Mas gostaria de colocar um ponto para justificar minha afirmação anterior. Muitos esportes passam por modificações, normalmente buscando melhoria de performance e entre outros motivos, o tênis evoluiu suas raquetes de madeira para aluminium, depois de aluminium para fibra (Grafite e carbono) deixando as raquetes mais leves, o golfe sofreu mudanças, as bolas de futebol, vôlei e basquete também sofreram as mesmas mudanças e em todos estes casos, ficou para o atleta a adaptação aos novos materiais.
    Estou errado em alguma destas colocações?
    Eu não acredito que o problema esteja no condicionamento das pistas, para justificar a falta de atletas, acredito muito mais que falte empenho dos lideres do nosso esporte, falta incentivo aos atletas, melhor organização e etc.
    Gostaria de sugerir uma nova direção para o debate, porque é valido que todos participem. Porque não, criar um tópico, buscando sugestão dos nossos atletas e lideres, para melhorar e atrair novos praticantes e mudarmos a identidade do boliche. O que vocês acham?
    Abraço a todos.

  12. Marcelo Aguiar

    26 de dezembro de 2011 at 09:24

    Bom, vamos la para mais um debate, que dessa vez esta em um nivel bom ( Né Maluco, parabens. )
    Sou a favor de condicionamentos faceis, mas isso deve ser acompanhando de um trabalho de marketing fora das pistas para atrair um novo publico e o interesse da midia / patrocinadores, vou dar um exemplo:
    Sou empresario do ramo de moveis planejados, o nivel socio economico dos jogadores de boliche é o meu publico alvo, gostaria de investir digo patrocinio em alguns torneios, por um acaso existe algum realese para isso ?
    A pergunta é: Como vamos trazer gente para dentro do boliche ? Para saber que o jogo é um esporte, tem federeçao, confedereçao e campeonatos ?
    Se alguem responder, ai podemos começar a arrumar a casa dentro das pistas, primeiro tem que ser fora.
    Aqui vai uma sugestao, pq nao organizamos um forum de debates durante a Taça SP, de uma maneira organizada, com mediador / moderador patrocinado pela CBBOL ?
    Pq nao se contrata uma empresa de marketing esportivo para fazer um trabalho no boliche ? Issa empresa poderia ser contratada pela CBBOL ou por cada federaçao local.
    Uma frase que aprendi foi : Quem não é visto nao é lembrado.
    Quem ve o boliche ? Como vao saber que existimos ? Pq nao aparecemos para a grande massa ?
    Abraços.

  13. Gilson DD Mar

    26 de dezembro de 2011 at 10:25

    Bem meus amigos… muito bom o debate, e melhor ainda que não ficou discussão entre 2 pessoas. Na minha opinião, resumidamente, precisa urgentemente de Organização planejada. Eu vejo da seguinte forma, uma confederação só é forte, se as federações são fortes, estas se os clubes são fortes, estes se tiverem atletas disponíveis querendo ser “atletas de boliche”, que só serão se as casas de boliche tiverem interesse em divulgar o boliche como esporte, o que, não vemos, exceto onde os donos de boliche são tbém jogadores, fora isso… o incentivo é só para chopp mesmo!…. Tenho tentado fazer eventos com escolares, mas todos os pais e diretores dessas crianças, vem naquela casa um ambiente de “buteco” e não onde possa ser praticado um esporte ao nível do artigo escrito pelo Márcio Vieira… Pergunto: Por quê a Kopp e a Imply não fabricam pistas sem cordinha???? Simples… eles querem que as casas sejam só divertimento… pois se alguém conseguir evoluir como atleta nestas pistas mereçe um “Oscar”….. Portanto, se a CBBOL, e seu dirigentes queiram evolução do esporte, começem pela base, assim como todo e qualquer sólida construção….

  14. Bruno Cabeça

    26 de dezembro de 2011 at 15:18

    Nicklaus defende mudanças drásticas no golfe. Veja vídeo

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    Percursos menores e buracos com o dobro do tamanho para reverter fuga de juvenis e mulheres
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    por: Ricardo Fonseca

    Aos 71 anos e com uma bagagem de 18 títulos majors entre suas 73 vitórias no PGA Tour, Jack Nicklaus tinha tudo para ser um dos mais árduos defensores no tradicionalismo no golfe. Mas graças às sua experiência e sua importância como formador de opinião, o maior golfista de todos os tempos sabe que não pode se omitir num momento crucial da história do golfe e garante que é hora do esporte sofrer mudanças radicais, para sobreviver.

    “Eu acredito que o jogo de golfe precisa de ajuda”, disse Nicklaus. “O golfe se tornou muito longo para se jogar, ficou relativamente caro e muito difícil para o golfista comum”, avisa. “Mas há um conjunto de mudanças que poderiam nos ajudar”, propôs o velho Urso Dourado falado para os membros do Desert Mountain Club, que tem seis campos seus, durante cerimônia para promover o Charles Schwab Cup Championship, do Champions Tour de 2012.

    Debandada – Segundo Nicklaus, que cita os dados mais recentes do censo da National Golf Fundation, nos Estados Unidos o golfe feminino perdeu 23% de suas participantes (dois milhões de jogadoras), desde 2006, enquanto o golfe juvenil sofreu um impacto ainda maior, declinando 34% (1,3 milhão de jovens a menos) nos últimos cinco anos. Para Nicklaus, essa é a prova mais do que contundente de que o golfista comum está sendo alienado do esporte. fonte: NGF

    Para Nicklaus, o maior problema do golfe nos dias de hoje é que o golfista comum não pode mais fazer cosias que os profissionais fazem. “Eu acredito que é muito importante que o golfista comum tenha os profissionais como referência”, diz Nicklaus. “Eles ainda querem poder jogar como os profissionais, mas hoje ele não podem mais fazer isso”, explica o maior ganhador de títulos do Grand Slam de todos os tempos.

    Problema – Nicklaus diz que esse é um problema que vem se agravando desde os anos 70 quando a Titleist lançou as “Big Dimple balls”, que tem uma trajetória mais alta e impede que os golfistas comuns batam na bola como os profissionais fazem. E isso, garante Nicklaus, tem feito que as pessoas gostem menos do golfe e percam o interesse.

    Mas Nicklaus não está parado. Além de propor mudanças ele tem trabalhado junto com o PGA Tour para encontrar formas de atrair o interesse dos jovens jogadores em particular. “Nós precisamos não só trazer novos jogadores para o golfe, mas também encontrar formas de eles continuarem no esporte”, defende. “E temos que encontrar soluções fora do convencional”.

    Mudanças – Nicklaus tem testado por sua conta e em torneios que ele promove formas de tornar o golfe mais rápido e interessante. As principais, segundo ele, são percursos de 12 buracos em vez de 18 (reduzindo o tempo de jogo para no máximo três horas), buracos maiores, com oito polegadas em vez de quatro de diâmetro (de 10 cm para 20 cm), e aplicação efetiva de penalidades em tacadas para jogo lento. “São todas medidas que estão sendo bem recebidas”, garante Nicklaus.

    É claro que Nicklaus sabe que os golfista mais assíduos, são mais resistentes a mudanças, lembra que ele mesmo sempre foi muito tradicionalista, mas garante ter certeza de que o golfe precisa de um impacto para se manter relevante e voltar a crescer. Apenas um terço dos golfistas dos EUA a partir dos seis anos jogam mais de oito voltas por ano.

    Já os golfistas ávidos, que jogam duas vezes ou mais por mês (acima de 24 voltas por ano), não chegam a 5% do total. “Eu sempre acreditei que o golfe devia ser jogado da forma tradicional e pela regras e daí pro diante”, diz Nicklaus. “Acontece que isso não funcional mais”.

  15. Bruno Cabeça

    26 de dezembro de 2011 at 15:24

    Essa reportagem que coloquei acima é uma boa amostra do que está acontecendo com o esporte no mundo e como a indústria está se adapatando a ela .

    Qualquer torneio de golfe da PGA (equivalente a PBA) o premio do vencedor é de no minimo 800.000 dolares, enquanto na PBA o total ao vencedor em media é de 30.000 a 40.000 dolares .

    Se o Golfe está preocupado, imagina o nosso esporte !!!!!!
    Por isso essa discussão é valida e seria legal ouvirmos claramente dos candidatos à presidencia da CBBOL suas visões sobre o tema .
    abraços

  16. Charles Robini

    26 de dezembro de 2011 at 22:28

    Bruno,

    O problema é que não adianta os candidatos da presidência falarem sobre isso, porque na verdade quem define todo o esporte é o diretor TÉCNICO e esses estão sempre disputando, além dos esquemas por baixo do pano que todos sabem.
    Um abraço
    Boas festas

  17. Marcelo Aguiar

    27 de dezembro de 2011 at 09:01

    Charles,
    Eu não sei de esquema por baixo dos panos, você poderia me falar?
    Vou te ensinar uma coisa, quando se começa um assunto vai até o final e também tenha provas do que você vai falar, caso contrário pode ter sérios problemas com pessoas que você citar, dê nomes ao bois.
    Abraços.

  18. Bruno Cabeça

    27 de dezembro de 2011 at 09:58

    Charles,

    Quando mandei essa reportagem com o Jack Nicklaus que é exatamente o Pelé do Golfe Mundial, para o Bira, tive o objetivo de mostrar a preocupação que o golfe tem de se tornar mais atrativo para as pessoas. Ele está vendo que a indústria no longo prazo vai perder dinheiro.
    Eu quando comecei na década de 80, não me preocupava com média, pois jogávamos num boliche com pin boy, com cera na pista, approach menor e várias outras coisas. Era legal à beça e meu amor pelo boliche começou aí, mas sei que hoje os tempos são outros e quem começa tem outos interesses e objetivos. Confesso que não sei como resolver isso no Brasil, mas acho legal ao menos que a CBBOL proponha algo e use esse site para informar.

  19. Décio Abreu

    27 de dezembro de 2011 at 10:16

    Problema – Nicklaus diz que esse é um problema que vem se agravando desde os anos 70 quando a Titleist lançou as “Big Dimple balls”, que tem uma trajetória mais alta e impede que os golfistas comuns batam na bola como os profissionais fazem. E isso, garante Nicklaus, tem feito que as pessoas gostem menos do golfe e percam o interesse.

    e aplicação efetiva de penalidades em tacadas para jogo lento.

    Alguma semelhança com nosso esporte? Enquanto no futebol a FIFA resiste a mudanças de bolas com sensores, mudar a lei do impedimento etc para preservar o sucesso, a F1 proibe turbos, suspensão ativa, etc e mesmo assim vive dias difíceis tal a velocidade das mudanças dos equipamentos para aumentar o desempenho dos carros, no boliche e no golfe os dirigentes não proibiram equipamentos que mudaram radicalmente o esporte. Será coincidência? Mas, como eu disse antes, a FIQ e USBC não querem peitar as fábricas ou baixar o peso das bolas, e tome patterns que tornam o jogo desafiante para alguns e desinteressante para a maioria.
    Uma coisa é certa: O boliche cresceu até os anos 80, tanto que atraiu novas fábricas de bolas para disputar mercado com a Brunswick e AMF, Columbia, Hammer, Roto grip e outras. As bolas mudaram de Johhny Petraglia, Dick Weber, Black Beauty para Martelo, Rhino, Cobra, Angle, Detonator, ou seja, este mercado foi disputado para fazer mais e mais strikes. A Hammer entrou no mercado com o slogan “nothing hits like a Hammer”. Agora, o esporte mudou. Infelizmente não podemos fazer nada, mas uma coisa é certa: se a FIQ ou USBC não tomarem uma providência, a rota de colisão não mudará. Cada esporte precisa de uma correção específica, mas, como vimos no golfe, futebol, F1 e outros, o objetivo é manter o esporte atrativo.
    Tudo que fizermos será paliativo, pode retardar a queda, mas não vejo futuro num esporte que a maioria dos novos acha chato.
    Para ficar claro, nunca defendi festas, bebidas, poker ou cigarro, não fumo, não jogo poker nem fico nas baladas. Cada um faz o que quer, não tenho nada com isto. Boliche agradável e interessante, para mim, se resume ao esporte, ao jogo em si, nas pistas.
    Como já disse antes, vou continuar o meu trabalho de atrair novos adeptos e divulgação nas escolas.
    Abraços

  20. Décio Abreu

    27 de dezembro de 2011 at 10:21

    Perdoem, não ficou claro. Antes eram somente Brunswick e AMF. Aí, vieram a Ebonite, Columbia, (70s) e Hammer, Roto grip e outras a partir dos 80s.

  21. Charles Robini

    27 de dezembro de 2011 at 13:57

    Décio,
    Eu entendo suas colocações, mas não concordo com tudo. Não acredito que as bolas reativas tenham levado a essa trajetória. Bom todos os esportes que você citou evoluíram, o futebol a bola se moderniza a cada ano, já colocaram a transmissão de rádio entre os árbitros e outras coisas mais, a fórmula 1 evoluiu em vários sentidos, atualmente ela vem fazendo uma tentativa de diminuir os custos porque são absurdos.
    Décio, em relação ao boliche eu vejo dois fatores, na década de 90 surgirma várias casas, em vários shoppings como o Morumbi por exemplo que quebraram e o motivo todos sabemos que foram administrativos. A sua casa dura até hoje e todos falam que ela vive lotada, então mostra que tem pessoas dispostas a jogar, além desses problemas as gestões da CBBOL foram uma palhaçada neh. Na minha opinião isso levou o boliche brasileiro a crise e não outros fatores. Agora respeito sua opinião e alguns assuntos da atualidade você tem razão, mas eu acredito que o intuito era de tornar jogadores cada vez mais completos e não reféns de material.

  22. Charles Robini

    27 de dezembro de 2011 at 14:01

    Marcelo,
    Primeiro que não preciso dos seus conselhos neh. Segundo você só se preocupa com boliche pra festa, então porque está querendo tomar as dores? E não sou só eu que sabe de todos os esquemas que rolam por debaixo dos panos, todos sabem, menos você que joga uma vez por ano, então se você quiser mudar alguma coisa participe e ai você vai entender o que rola, porque ficar falando sem disputar nada é muito facíl não acha?
    Um abraço

  23. Bira Teodoro

    27 de dezembro de 2011 at 17:38

    Você tem razão Odenis, mas foi um lapso do qual não fui comunicado antes. Já fiz a correção.
    Sou editor do site da CBBOL e, da mesma forma que no Boliche Online, procuro sempre dar atenção aos visitantes, aceitando sugestões e correções.
    Obrigado.
    Bira

  24. Roland Vetter

    27 de dezembro de 2011 at 22:16

    Décio.

    Entendo a sua posição e convicção quanto ao tipo de óleo (fácil) a ser usado nos campeonatos e taças. Eu particularmente, como atleta limitado , mas com jogo constante, independente de óleo, durante todo o ano de 2011 ficava de mau humor ao entrar no boliche e dar de cara com a tábua seca que o meu dir técnico colocou…rsrs
    Agora…se vc considera irreal as médias (baixas) em um campeonato brasileiro com 2 óleos “honestos”, vai me dizer que o real é um monte de 280 como os conseguidos na taça Brasília???? Só faltou levantarem a tabuinha de aniversário….rsrs
    Abraços
    Roland

  25. Bowlshop 300

    28 de dezembro de 2011 at 08:25

    Eu acho que a decadência do boliche não tem nada haver com bolas, óleos ou óleos, mesmo pq aí está gerando controvérsias no que vcs estão dizendo…
    Se antigamente, na era das bolas de Uretano o que prevalecia era a habilidade do jogador logo se presume que era difícil pra cara#$#* jogar boliche, logo devia ter um monte de gente desestimulada com as pontuações baixas e etc…CERTO?
    Pq agora com a farra do Boi que são os nossos condicionamentos, bolas reativas (que não jogam sozinha), pontuações altas, pessoas que só aparecem no boliche quando tem torneio e fazem partidas ou até médias bem altas…
    Isso não estimularia o crescimento de atletas???

    Falta de planejamento, boa administração, falta de $$$, falta de incentivo aos novos… é isso que está arruinando o boliche, proprietários de boliche que só pensam no comercial, no que estão totalmente certos. Pergunte aos donos de empresas, se a empresa funcionaria 100% se os mesmos não estivessem presentes todos os dias!

    É isso que falta ao boliche no meu ponto de vista, alguém que se dedique por inteiro ao esporte, mas tb ninguém é idiota de ficar trabalhando de graça…

    Sou a favor de cargos remunerados…agora como?? Aí é outra conversa!!

  26. Bowlshop 300

    28 de dezembro de 2011 at 09:27

    E me perdoem esse meu clássico português as 8 horas da manhã virado no Chuck Norris!!!

  27. Francisco Rocabado Ferreira

    29 de dezembro de 2011 at 12:27

    Saludos para todos.
    Mi nombre es Francisco Rocabado Ferreira, practicante del boliche desde 1978 al 82,
    en forma empirica hata el año 95, en forma autodidacta de ahi dedicado a el entrenamiento
    desarrollando hasta el año 2003 el boliche colombiano de ahi en mas en asesorias a ligas
    y trabajo personalizado con deportistas recreativos y competitivos
    me permito tomar parte de este debate
    en lo año 1998 debido a la gran explosion de las nuevas bolas
    habian jugadores no tan buenos con promedios altos
    consultas del mas alto nivel tecnico se establecio
    que la mejor manera era aceitar a no menos de 38 pies y no menos de 25 mililitros
    aumentaron el peso de los pines a 3 libras 10 onzas
    encontrando que jugadores tecnicamente mal preparados disminuyeron radicamente sus promedios
    nosotros los tecnicos nos dedicamos a ver cual eran lo ajustes en el bolo fisico deberiamos hacer
    para que la bola no patinara toda la pista y que encontrara un punto de quiebre optimo
    estas nuevas condiciones en los que se empezaron a competir
    hicieron que jugadores con mala inversion de la pendulacion de back al dawn swing
    tema que se esta estudiando desde el año 2005 hizo que jugadores como Brian Voss,
    Monacelli, Tim Cris, juegan pero no ganan
    ya que este defecto hace que haya una mayor patinado en la bola
    las faricas de bolas construyeron con una importante empresa de computacion un robot
    a un costo de un millo de dolares
    losnuevos parametros de velocidad y rotacion para contrarestar los nuevos aceitados
    como pueden ver hoy en dia existe una competencia entre aceitados-bolas-entrenamiento
    siendo el bolo fisico un noventa porciento cuando el jugador tiene habilidades de 200
    y es capaz de repetir no menos de tres lanzamientos parecidos al pocked
    habilidades abajo de 200 es muy dificil de ser evaluados de magic bowl
    todavia no a sido inventada a pesar de eso la seguimos buscando
    en el año 1959 se fundo la PBA en 9 torneos
    Weyny Zhan hizo 209 de promedio el año 1960
    el promedio en 20 torneos fue de 210 por Dick Weber
    el torneo de plastic bowl de año pasado
    en la todos los de la PBA tienen que jugar con bola plastica
    se perestaron en la final lineae de 230 para arriba
    personalmente creo que la parte tecina es lo primordial
    al marge de las condiciones de aceitado
    agradeciendoles la participacio me despido
    deseandoles un año prospero atte,
    Francisco Rocabado Ferreira
    frbowling@hotmail.com

  28. Bira Teodoro

    29 de dezembro de 2011 at 13:24

    Por que será que a Sundow está convidando todo mundo a largar a Internet e ir tomar sol?
    http://youtu.be/901oDQzWJmI
    R: Simples, ela precisa de gente tomando sol pra poder vender seus protetores solares.

  29. Marcelo Aguiar

    29 de dezembro de 2011 at 15:41

    Charles,
    Falo o que eu quiser e o momento que eu achar melhor, a sua opiniao de merda sobre mim, guarda pra vc ou fala direto na Taça SP que estarei aí.

  30. Pro Zero

    1 de janeiro de 2012 at 21:13

    Srs, estas agressões e trocas de farpas é que prejudicam o esporte, acho que estes topicos deveriam ser moderados pelo administrador do forum.

    • Bira Teodoro

      1 de janeiro de 2012 at 22:08

      Quem se esconde na covardia do anonimato não tem direito a pedir nada.

  31. Marcelo Aguiar

    2 de janeiro de 2012 at 15:57

    Boa Biraaaaaaaa, peço desculpas pelas palavras, mas tenho a mesma opiniao do Bira, nao adianta o Charles começar a jogar merda no ventilador e nao dar nomes os burros, se tem provas, acusa, se nao tem, fica caladinho.

  32. Décio Abreu

    3 de janeiro de 2012 at 10:18

    Feliz Ano Novo!
    Caio, o tema é salvar o boliche, levantado pela Hammer. Não se esqueça disto. Se antes o cara médio não fazia grandes escores, pelo menos não se sentia um débil mental que nem sabe o que acontece no jogo. Pelo menos havia alguma coerência no arremêsso, agora, dependendo da bola e do condicionamento, a reação da bola é tão diferente do lógico que os que não são top, os que não entendem de balances, saque, etc, ficam perdidos. São muitos comentários, é difícil responder a todos. Mas a minha opinião sobre a queda do interêsse pelo esporte continua. Não tenho esperança que as reaticvas sejam proibidas ou mesmo limitadas em reação. Sigo dizendo, o caminho não é média de 230 pra quem não treina, mas voltar a ter um esporte de pontaria, regularidade, e não tão complexo como atualmente.
    Vou enviar meus comentários ao Bowlers Journal e ver no que dá. Depois informo o que veio de retorno.
    Só quero que todos não confundam este tema com óleos festivos ou o futuro do boliche brasileiro. Aqui dei minha opinião do porque o boliche está em queda e o que fazer para reerguê-lo.
    Abs

    • Bira Teodoro

      3 de janeiro de 2012 at 11:02

      Concordo com o Décio. Ambos já escrevemos antes que não há vínculo direto entre o condicionamento das pistas e o desinteresse dos jogadores em se tornarem federados. Aquele comercial da Sundown que coloquei aqui mostra o que deve ser feito para aumentar o número de filiados no boliche. Eles (fabricantes de protetores) precisam PRIMEIRO que as pessoas voltem a frequentar as praias e piscinas para poderem vender os protetores solares, nós precisamos PRIMEIRO aumentar o número de filiados para podermos desenvolver e aperfeiçoar o boliche. Observem que a Sundown não está colocando (ainda) em discussão qual o fator de proteção a ser utilizado, ela quer que as pessoas saiam da internet e vão para as praias e piscinas. Quando as praias e piscinas estiverem cheias de consumidores, aí sim a Sundown vai colocar em pauta o fator de proteção e as diferenças entre os produtos.

      • Bira Teodoro

        3 de janeiro de 2012 at 21:49

        E acrescento um comentário que fiz no Facebook: “Ainda não havia conhecido um esporte que OBRIGA seus praticantes espontâneos e NÃO REMUNERADOS a serem “esportistas” de alto rendimento… desde sempre achei o boliche o mais democrático dos esportes e essa imposição é uma babaquice sem tamanho”

  33. Décio Abreu

    4 de janeiro de 2012 at 09:44

    A verdade é que, em eventos de condicionamento seletivo, ou difícil para os não estudiosos, o que se vê é um bando de gente que parece estar tomando purgante enquanto joga, cumprindo uma penosa obrigação de completar cada rodada. Convenhamos, num ambiente assim, é difícil atrair praticantes.
    Bira, você deve ter um artigo de 1985 (+ ou -) em um dos exemplares do Jornal do Boliche onde falo sobre a importância de se alegrar quando o jogador faz strike. Se achar, favor publicar. É válido até hoje.
    O artigo diz mais ou menos o seguinte:
    Tem jogadores que vibram (ainda que discretamente) ao fazer um strike. Outros, agem como se fôsse normal, voltam com aquela cara de auto suficiência.
    A diferença é enorme.
    O jogador que acha normal fazer strike, joga com o ânimo entre normal (strike), meia derrota ao não fazer strike (spare) e dupla derrota ao abrir o frame. Sim, dupla derrota, pois não fez o normal, strike, e não fechou. Assim, seu estado de espírito oscila entre normal, ruim e péssimo, numa média abaixo do aceitável.
    O outro procura fazer um bom arremêsso, já acha bom estar no pocket, bom fechar cada frame, e ótimo fazer strike, e pensa em corrigir e acertar na próxima jogada quando falha. Assim, oscila entre ruim (pouco, pois um jogador top abre poucos frames), normal, bom e ótimo.
    Pergunto: quem você acha que tem mais chances de ganhar o torneio? De resistir melhor aos momentos de pressão?
    Por isto, alegre-se ao fazer um strike.
    Digo mais, se queremos crescer, nosso esporte deve ser agradável de praticar.
    Abs

    • Bira Teodoro

      4 de janeiro de 2012 at 11:33

      Novamente concordo contigo, Décio. Reproduzo mais um comentário que fiz no Facebook:”Vale esclarecer que jogar para se “divertir” não é o mesmo que “não ser competitivo”. Os jogadores de médio e baixo rendimento gostam de participar de taças e campeonatos (estaduais e nacionais) para ganhar medalhas e troféus, mesmo que sejam de lata e plástico. E ainda PAGAM por isso… ou seja, indiretamente, criou-se uma relação de “consumidor”… e não se pode abusar do consumidor e enfiar-lhe goela abaixo qualquer coisa…

      O grande erro é o FOCO no telhado, enquanto as paredes não estão nem na primeira fiada…

  34. Bruno Cabeça

    5 de janeiro de 2012 at 13:39

    Bira, eu discordo de você em relação às medalhas.
    Quando eu comecei a jogar em os torneios em Minas, no Rio e até mesmo em São Paulo tinha 3 turnos e viviam lotados e não havia divisões.
    As pessoas gostavam e podiam jogar boliche. Hoje em dia isso mudou e ficamos aqui tentando achar soluções (o que é valido), mas não acredito que seja pela competitividade.
    Eu e muita gente íamos para os torneios muitas vezes sem a menor chance e íamos felizes da vida.
    E ainda passávamos o dia todo no boliche, vendo os amigos, conversando, rindo.
    Jogávamos para evoluir e um dia chegarmos aos que os craques da época faziam.
    Havia um respeito pelos grandes jogadores, que hoje não existe.
    Na época, as pistas onde o Walter, Márcio, Lula, Fernando, Décio e outros jogavam tinha guerra para conseguir ser o marcador da pista e ainda mais para assistir.
    Acho que o amor pelo jogo era maior, independentemente de colocações e médias.

    • Bira Teodoro

      5 de janeiro de 2012 at 14:04

      Bruno
      Sou eu quem discorda da sua discordância, porque falei a mesma coisa que você… rs
      Uma coisa (diversão) não exclui a outra (competição).
      O pessoal que antes se divertia competindo, também agora continua na mesma toada.
      O que não acho justo é IMPOR a quem paga para participar/jogar uma situação desagradável durante o campeonato,
      porque essas invenções que tenho visto nos últimos anos tem quebrado essa equação positiva (diversão+competição).
      Também acredito que aqueles que continuam a jogar boliche, mesmo com todas as contrariedades, faz isso por amor a esse esporte.

  35. Bruno Cabeça

    5 de janeiro de 2012 at 13:43

    Podia falar também do Caco, Almir, Nelson, Pedrinho e tanta gente que agora não lembro.
    Abraços

  36. Bruno Cabeça

    5 de janeiro de 2012 at 14:22

    Bira, você escreveu isso:
    “Os jogadores de médio e baixo rendimento gostam de participar de taças e campeonatos (estaduais e nacionais) para ganhar medalhas e troféus, mesmo que sejam de lata e plástico.”
    Disso eu discordo, quando comecei a grande maioria ia para os torneios sabendo que não ganharia medalhas, e iam disputavam, tentando superar seus limites para um dia conseguir as medalhas. E nos divertiamos a beça .
    Abraços

    • Bira Teodoro

      5 de janeiro de 2012 at 15:02

      OK, Bruno, você está forçando um pouco na interpretação da minha frase, mas tudo bem.
      Eu comecei em 1995 e desde os torneios do saudoso Veiga o pessoal gosta de se divertir e também ganhar medalhas e troféus. Ou seja, já são mais que 16 anos… é um tempo razoável para se formar uma opinião, não é?
      Jogo que segue…

  37. Bruno Cabeça

    5 de janeiro de 2012 at 15:14

    Claro que é tempo para se ter uma opinião, mas somente não concordo… rsrsrs
    abraços

    • Bira Teodoro

      5 de janeiro de 2012 at 16:20

      Bruno… eu escrevi o que os jogadores “GOSTAM” (faz uns 15 anos, no mínimo) e não o que os jogadores “GOSTAVAM”… mas é um direito seu não concordar com uma constatação que tenho feito nos últimos 15 anos, pelo menos.

  38. Bruno Cabeça

    5 de janeiro de 2012 at 21:51

    Bira, o que estou te falando não é orelhada e sim por ter vivido essa época em que as pessoas tinham prazer em estar juntas, jogando boliche.
    Exemplo: foi no Brasileiro de Clubes de 1988 no Barra antigo, onde tínhamos 3 turnos e você acha que quantas equipes tinham chances?
    Ninguém chiava, nós gostávamos de estar lá.
    Quem é dinossauro lembra.
    Abraços

  39. Charles Robini

    8 de janeiro de 2012 at 20:24

    Marcelo,
    Em primeiro lugar eu não falei que você era uma pessoa de merda. A única coisa que eu coloquei é que eu não preciso dos seus conselhos para expressar minha opinião, já tenho idade para responder pelos meus atos. Eu achei estranho você tomar as dores sem estar participando, mas tudo bem.
    Abraços

  40. Décio Abreu

    10 de janeiro de 2012 at 12:25

    Caramba, Cabeça, eu nem lembrava mais que nos 80s e início dos 90s nossos boliches eram com retroprojetor e marcação manual. Realmente as Taças BH tinham as 18 pistas ocupadas em 3 turnos (162 jogadores) e ainda ficava gente de fora esperando desistências. E as pessoas ficavam no boliche depois do jogo, tinham prazer em conviver. Bons tempos.
    Destes tempos de bola de uretano, lembro de um bras de clubes no Barra em 88 (creio) que foi jogado em 3 séries de 8 linhas.
    Eu liderava até a 15a linha por mais de 160 pinos do 2o, o WC. Na última linha do 2o dia, a 16a, o WC bateu 289 (10 strikes 9 spare) e me tirou uns 80 pinos. Na 1a linha do 3o e último dia, ele arrancou de 289 (spare, 10 strikes e 9) de novo, me passou por uns 10 pinos e sumiu. Realmente foi difícil resistir, mesmo batendo 200 nas 2 linhas. E olhe que as bolas eram de uretano, ainda não tinha bolas reativas…Só quem viu o WC nesta época sabe o que ele jogava.
    Mas o mais engraçado foi o diálogo de dois jogadores da 2a div.
    -Vc viu, o WC bateu 289, quase fez 300….
    – Que nada, ele largou de spare….
    O diálogo prosseguiu, quase que os dois brigaram, porém cada um viu um 289 diferente. Somente depois se deram conta que inacreditavelmente foram duas linhas de 289 diferentes…
    Abs

  41. Bruno Cabeça

    10 de janeiro de 2012 at 16:27

    Décio,
    Só lembrando que esses torneios eram feitos em uma divisão só, quer dizer, a maioria (90%) não tinha a menor chance de medalhas e para arrumar vaga era muito difícil. Agora você divide em divisões, quase todos tem chance de medalhas e muito menos gente. Essa é a questão.

    • Bira Teodoro

      11 de janeiro de 2012 at 12:48

      Bruno
      Pelo que estou entendendo você quer que não haja mais divisões? Nem bolas reativas?

  42. Décio Abreu

    11 de janeiro de 2012 at 13:47

    Deve ser, Cabeça, mas me referi a dois jogadores que não estavam então jogando no turno dos primeiros, que estavam somente assistindo a este turno dos primeiros colocados.
    Abs

  43. Bruno Cabeça

    11 de janeiro de 2012 at 18:14

    Bira, nunca disse isso !!!
    Só disse que quando comecei eu e muita gente ia para os torneios sem se preocupar com medalhas e sim pela vontade de jogar boliche, melhorar, encontrar os amigos. Tentar suplantar os limites era suficiente.
    As divisões são necessárias mas não fazem ninguém se apaixonar pelo esporte, isso eu garanto e vivi junto com muita gente.
    Abraços

    • Bira Teodoro

      11 de janeiro de 2012 at 23:17

      Bruno
      Esse tempo passou e não volta mais, precisamos procurar e executar novos planos.
      E dá para pegar um atalho não repetindo os erros repetidos por décadas e, até mesmo, analisando as crises do boliche no exterior.
      O que o Pelé ganhava num ano jogando pelo Santos, o Neymar ganha num contrato promocional.
      Os tempos mudaram.

  44. bruno cabeça

    11 de janeiro de 2012 at 18:15

    Sobre bolas reativas , não entendi a pergunta …

    • Bira Teodoro

      11 de janeiro de 2012 at 23:21

      É na mesma linha da evolução com o passar do tempo… temos que aplicar soluções possíveis com as atuais e futuras condições. O passado do boliche brasileiro, sob certos aspectos, não é muito recomendável.

  45. Bruno Cabeça

    12 de janeiro de 2012 at 17:31

    Sem ser saudosista, tínhamos no Rio um boliche de pin boy, onde vários de nós aprendemos a jogar e ter amor ao esporte, onde só havia campeonatos com handicap.
    Tínhamos três dias na semana o boliche com todas as pistas ocupadas com a federação ou liga americana (segunda, terça e quarta e os treinos sábados e domingos à tarde), com lista de espera de equipes.
    O torneio demorava o ano todo e todas as equipes com reservas.
    Comparado à hoje acho isso um grande exemplo .
    Abraços

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